NiTtravel

O trilho noturno que passa por dois tesouros escondidos nas Aldeias do Xisto

O percurso de seis quilómetros liga o Castelo da Lousã a vários locais incríveis daquela serra. Tudo iluminado pelas estrelas.
O trilho é perfeito para ver as estrelas do céu da Serra da Lousã.

Estamos no verão, altura de férias e na cabeça de muitos só existe uma ideia: viajar para fora. Mas é no coração de Portugal que se escondem algumas das paisagens naturais mais deslumbrantes do mundo. E não há melhor altura para vê-las do que nas noites quentes destes meses.

No catálogo de atrações há uma que não passa despercebida. As Aldeias do Xisto são conhecidas pelas suas típicas casas de xisto, como é o caso mais popular de Piódão. Porém, nesta região, há muito mais do que rochas laminadas.

Montanhas a perder de vista, quedas de água, inúmeros rios e ribeiras, e um dos céus mais estrelados do mundo. Existem muito poucos sítios no mundo com estas condições para ver a via Láctea sem qualquer instrumento. E as Aldeias do Xisto são um desses sítios únicos.

Por isso mesmo, a Fundação Starlight, responsável pela proteção do céu noturno, atribuiu às Aldeias do Xisto a certificação internacional Destino Turístico Starlight. Isto significa que, além das excelentes condições de visibilidade, transparência e escuridão do céu, existe um compromisso entre as entidades públicas, privadas e científicas para a sua proteção.

Dito isto, não precisa de mais argumentos para se convencer a fazer este trilho. Calce as botas, coloque a mochila às costas e prepare o material fotográfico. O percurso pedestre de seis quilómetros começa nas encostas da Serra da Lousã e faz a ligação do Castelo da Lousã e do Santuário de Nossa Senhora da Piedade com duas das mais emblemáticas Aldeias do Xisto desta serra: o Talasnal e o Casal Novo.

Saindo do Castelo, siga pelo caminho de acesso à Central Hidroeléctrica da Ermida. Construída em 1927, fornecia luz à vila e energia para a Fábrica de Papel. A partir deste ponto, percorra um estreito e íngreme trilho na encosta em direção às Aldeias do Xisto.

Um pouco antes de chegar ao Talasnal, pode encontrar a variante (PR2.1) que irá levá-lo de volta à Ermida e praia fluvial, já nas imediações do Castelo. Se estiver cansado ou não se sentir preparado para continuar, é uma boa opção para descansar durante umas horas.

Apesar de não apresentar grandes obstáculos, o trajeto tem alguns desníveis que podem exigir um pouco mais em termos físicos. O PR2.1 é, por isso mesmo, uma variante que permite encurtar o trajeto.

A partido do Talasnal, continue a seguir as indicações. O Castelo da Lousã vai ser novamente o ponto de chegada. Este é um caminho circular que deve ser feito segundo o sentido dos ponteiros do relógio. Não se esqueça de levar uma boa lanterna, as estrelas só iluminam o caminho até certo ponto.

Pelo caminho vai passar por moinhos de água e pela Fábrica de Papel do Prado. Quando tiver coragem para abandonar este que é dos céus mais bonitos do País, sugerimos que siga em direção ao concelho de Arganil para encontrar a Aldeia Histórica do Piódão. Até lá, prepare-se para fazer uma hora de viagem cheia de curvas. Mas não se assuste: vale mesmo a pena, sobretudo por causa da Mata da Margaraça ou da Fraga da Pena.

Carregue na galeria para ver mais imagens deste percurso que passa pela Serra da Lousã e as Aldeias do Xisto.

ver galeria

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT