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O turismo rural em Montargil para dormir em bungalows “com os pés no lago”

A grande protagonista do empreendimento é a enorme piscina no centro da herdade com 40 hectares.
É um refúgio de sonho.

António Joaquim Pereira sempre disse que sonhava viver numa herdade no Alentejo. Nascido e criado em Fátima, foi lá que conheceu a mulher, Lurdes, com quem criou família e teve quatro filhos. Quando cresceram e rumaram à universidade, os pais foram também atrás do sonho.

O destino levou-os até Montargil, em Ponte de Sor, e aterraram num terreno de família que precisava urgentemente de ser recuperado. “Sempre quis viver numa herdade, mas tive a sorte de não ser necessário comprá-la”, começa por contar à NiT António, de 63 anos.

A propriedade era do pai, que detinha também um hotel em Fátima. No momento das partilhas, há cerca de 10 anos, teve de escolher: a unidade hoteleira na cidade onde nasceu ou um terreno com 40 hectares no Alentejo. Optou pela segunda opção.

“Não foi uma escolha difícil, sempre tive uma paixão enorme pela região e o espaço, de uma beleza extraordinária, tinha um potencial enorme”, admite.

De malas feitas, o casal rumou até Montargil para reparar “o que mal existia”. Inserido no Monte da Granja Nova, a história da herdade começou na década de 60, quando se ocupava maioritariamente de exploração agrícola e criação de gado.

Parte do terreno foi parar às mãos da família de António em 1997 e, numa fase inicial, dedicaram-se à plantação de pinheiros, oliveiras e sobreiros. Mais tarde, com a construção da Estrada Nacional que liga Montargil ao Couço, estenderam a produção agrícola e deram início ao cultivo de melancia, melão e pêssego. 

A nova infraestrutura era também o motivo perfeito para começar a explorar o espaço como turismo rural, pelo que construíram duas habitações para aluguer de férias. Com o tempo, contudo, as casas começaram a ficar danificadas. 

“Fomos limpando tudo, fizemos uma omelete sem ovos, e fomos ganhando um amor enorme por este espaço. Não é difícil apaixonarmo-nos”, diz. O primeiro projeto foi a recuperação de uma casa com cinco estúdios, com uma piscina comum, que deu origem ao Monte Granja Nova, em 2017 — mas não se ficaram por aqui.

Foi a filha mais velha do casal, Patrícia Pereira, quem surgiu com uma ideia inovadora e criativa. À casa do monte, juntou o Chalet do Lago, um turismo rural que veio completar a oferta hoteleiro.

Aberto desde 2019, dispõe de cinco bungalows — o Toranja, o Pêssego, o Limão, o D’Oliva e o Lima — enquadrados perfeitamente na paisagem. Com 34 metros quadrados de área, cada um tem capacidade máxima para dois adultos e dois miúdos.

 São bastante espaçosos e compostos por um quarto com cama de casal, uma área de estar com sofá-cama, kitchenette e casa de banho. Há ainda um deck de madeira com mesas e cadeiras no exterior, com vista para o jardim. É lá que servem o pequeno-almoço, todas as manhãs.

Uma das grandes atrações da herdade é a enorme piscina-lago, que fica bem no centro dos chalets de madeira. O turismo rural tem também uma série de atividades para os mais novos, como animais, mini golf, trampolins, insufláveis, uma zona de artes plásticas e até cinema ao ar livre. 

Além dos bungalows, há ainda um parque infantil, um campo de futebol e de voleibol de praia, uma mercearia e um grande jardim. É ainda possível alugar bicicletas, para explorar os 40 hectares de terreno, e conviver com os animais, como as cabras e os burros.

É, por isso mesmo, o “refúgio perfeito para uma estadia romântica ou familiar”, em harmonia com a natureza. Os preços começam nos 160€ por pessoa e as reservas podem ser feitas online.

Carregue na galeria para conhecer este paraíso em Montargil.

 

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