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A praia encantada das Maldivas que brilha no escuro e é ideal para as noites de verão

Através de um fenómeno natural noturno, o oceano transforma-se num campo de estrelas brilhantes e há uma explicação científica.
O cenário é maravilhoso.

Sabia que existe uma praia na ilha de Mudhdoo — mais conhecida como ilha Vaadho — nas Maldivas que emite pontinhos brilhantes com o rebentar das águas? Sim, é verdade. Assim que o sol se põe e a cor escura pinta os céus, a praia recebe um espetáculo saído de um conto de fadas. Tal facto explica-se através de um fenómeno científico chamado “bioluminescência” em que os organismos vivos conseguem emitir luz.

Além disso, o mar é muito vasto, misterioso e repleto de criaturas desconhecidas. Acredita-se que existem vários animais marinhos capazes de realizar ações que produzem luz. Portanto, o brilho na praia de Mudhdhoo deve-se a estes animais ou organismos que iluminam as margens do mar de uma maneira mágica. É um fenómeno de outro mundo que atrai milhões de turistas vindos de perto e de longe para observar este tesouro natural. O local também já foi escolhido para servir de palco a várias luas de mel.

A praia encantada faz parte da Ilha de Vaadhoo, que é uma das ilhas da região administrativa das Maldivas, Atol Raa. Esta é uma pequena ilha com não mais do que 500 habitantes. No entanto, conquistou um lugar no mapa do turismo global devido ao fenómeno atualmente chamado “Sea of Stars”. Por muito tempo, esta porção de terra foi um dos segredos mais bem guardados das Maldivas, mas agora tornou-se num dos locais mais procurados devido às milhares de fotografias no Instagram.

Está na altura de lhe matar a curiosidade e revelar qual é o segredo por detrás deste incrível fenómeno. Na verdade é bastante simples. Existe um micro-organismo chamado fitoplâncton que serve de alimento para os peixes e que está envolvido na história desta fascinante praia brilhante. Esses micróbios aquáticos são de natureza bioluminescente e irradiam uma luz azul vibrante sobre o mar.  Há muita ciência química envolvida no processo da incandescência.

Os cientistas descobriram, recentemente, que esse tipo de plâncton brilha quando estes micro-organismos estão mais agitados, ou por se sentirem ameaçados —  o que é irónico devido à imagem relaxante que é a visão das ondas cintilantes na noite escura. A bioluminescência é usada como um mecanismo de defesa para atrair os predadores das criaturas que tentam comer o plâncton como peixes de porte pequeno e mamíferos.

Estes minúsculos organismos produzem luz usando um produto químico chamado luciferina. Esta imagem mágica é simplesmente um fenómeno bioluminescente em que a luz é produzida dentro de uma criatura viva e difere consoante as espécies. Algumas precisam de um alimento específico ou de outra criatura para que o efeito aconteça.

Neste caso, este tipo de plâncton chama-se dinoflagelado vive em águas quentes e tropicais e produz por conta própria a substância brilhante. A luz que o pequeno plâncton produz chama-se “luz fria”, o que significa que menos de 20 por cento da mesma gera calor.

Enormes áreas dos oceanos podem ser povoadas por este plâncton brilhante mas o efeito é especialmente comum em lagoas de água quente que têm aberturas estreitas para o mar. Isto faz com que o organismo se acumule e fique preso, fazendo com que a água se torne laranja. Embora seja bastante comum é algo muito difícil.

O cenário leva-nos para um universo onírico em que sonhamos guardar connosco a memória do local para sempre. A vista dá a impressão de que as estrelas, desceram do plano superior — que é o céu — para enfeitar o oceano e realizar um espetáculo maravilhoso na presença dos seus espectadores. A parte que o transportará para a vida real é que, sim, poderá dar um mergulho na água encantada ou apenas caminhar pela praia e deixar a sua pegada brilhante para trás, apenas para que seja levada pelo mar mais tarde.

Se desejar ver o fitoplâncton reluzente por si mesmo, existem vários locais no mundo onde este aparece regularmente. Contudo, como acontece com a maioria dos fenómenos naturais, é um grande desafio estar no lugar certo na hora certa. O acontecimento de bioluminescência é difícil de prever e ocorre com mais frequência no oceano.

Só quando as marés fazem com que estes sejam levados em grande número para a costa é que poderá vê-los. Felizmente, a maioria dos sítios onde é possível observar o fenómeno, são também bons destinos de férias. As Maldivas são famosas pelas suas praias de extensos areais brancos e pela vida marinha abundante.

A melhor altura para visitar este spot encantado é de junho a outubro devido às temperaturas amenas do oceano. O clima quente, tropical e costeiro é a condição perfeita para os plâncton prosperarem e brilharem intensamente. Outro requisito para uma experiência completa é ir para o local cinco dias após a lua cheia, em maio, ou durante o verão, mas aí irá encontrar muito mais fluxo de turistas. Entre julho e outubro, as ondas parecem ainda mais brilhantes e mágicas.

Chegar à ilha Vadhoo não é um problema porque o spot está bastante bem conectado com o resto das Maldivas. A ilha está localizada a cerca de 8 quilómetros de Male — a capital do país — e do principal aeroporto. Os viajantes podem alugar uma lancha para chegar até ao destino, que levará cerca de 15 minutos. Com as suas águas translúcidas, a ilha Vaadhoo nas Maldivas é um paraíso absoluto e os turistas que aqui chegam esperam ansiosamente o pôr do sol, apenas para vislumbrar um fenómeno incrível. É uma experiência que certamente faz parte das bucket lists dos viajantes mais excêntricos.

Na praia existem outras atividades que pode fazer, como é o caso do mergulho e snorkeling. É também ideal para fazer piqueniques, eventos, passeios e jantares românticos que lhe ficarão na memória.

Se deseja ficar a conhecer melhor este evento das ondas brilhantes carregue na galeria.

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