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Amangiri: o resort de sonho no deserto para onde vão as maiores celebridades

Deixe lá as Maldivas e as Seychelles. O silêncio, a privacidade e a exclusividade são o maior luxo dos nossos dias.
É um cenário digno de um filme.

O maior defeito que se pode encontrar num deserto é, simultaneamente, a sua maior virtude: um local inóspito, no meio de nenhures, onde raramente se avista alguém. E esse é não o único, mas um dos trunfos que tornaram o Amangiri num dos hotéis mais cobiçados dos Estados Unidos — e do mundo.

À distância de quatro horas de carro de Las Vegas, nasceu em 2009, no árido deserto do Utah, rodeado de rochedos que proporcionam visões fantásticas como os famosos slot canyons, as reentrâncias rochosas que se formam e que criam um jogo de sombras e luzes que dificilmente se encontram noutro local do mundo. Rapidamente, o resort tornou-se num destino de celebridades.

Ao longo dos últimos dez anos, recebeu atores de Hollywood, magnatas de Wall Street, gurus de Silicon Valley. Kylie Jenner e Justin Bieber, por exemplo estão entre os visitantes dos últimos meses. E porquê? A resposta é simples, mas não é curta.

Comecemos pela Girijaala Suite e os seus impressionantes 325 metros quadrados de área que respeita a linha arquitetónica escolhida para o edifício em sintonia com a paisagem: formas geométricas bem definidas, betão, superfícies texturadas, minimalismo e beleza. Lá dentro, uma enorme piscina privada, um terraço com vista para os rochedos, um sky lounge onde é possível dormir sob as estrelas, mais uma enorme banheira nas redondezas e uma cama king size.

Privacidade, conforto e luxo, são estas as linhas mestras não só do Amangiri mas de todos os hotéis da cadeia Aman — que conta com mais de 30 hotéis em 20 países. Não admira, portanto, que algumas caras famosas optem pelo isolamento do deserto.

Construído numa propriedade de mais de 240 hectares, não se reteve no edifício principal. Em 2020, o Amangiri inaugurou o Camp Sarika, um resort dentro do próprio resort, composto por dez tendas com pelo menos 157 metros quadrados, onde se inclui um quarto — algumas têm dois —, uma área de estar e uma plunge pool. Estão quase sempre esgotadas.

A paisagem é emoldurada pelos desfiladeiros com milhões de anos.

De volta ao edifício principal, contabilizam-se um total de 34 quartos, inspirados nos abrigos nativo-americanos, sem excessos ou desperdícios e sempre, mas sempre virados para o exterior, para a terra avermelhada do deserto e o panorama dos rochedos com milhões de anos. Nos terraços não faltam lareiras, piscinas, espreguiçadeiras e camas.

Mas há mais: em fase de construção estão 28 villas de luxo que poderão ser compradas e/ou alugadas. Terão entre 500 a 1.800 metros quadrados de área e farão parte do resort.

No restaurante é possível experimentar uma cozinha que saltita entre os sabores mexicanos e as receitas dos nativo-americanos. E como é habitual nos hotéis Aman, muitos dos cartuchos são gastos no spa, um espaço minimalista, de linhas arquitetónicas bem definidas e pensado para um relaxamento total nas piscinas interiores, salas de massagem com vista para ou até para aulas de ioga nas rochas.

Ali não há museus ou pequenas localidades para visitar. Fora do Amangiri, a natureza é tudo o que resta aos hóspedes e, no que toca a aventura, estão mais do que bem servidos.

A mais recente chama-se Cave Peak Stairway e é uma experiência criada para aventureiros, uma caminhada dura que o leva a uma ponte suspensa a mais de 100 metros do chão, sobre os canyons, onde terá que calcular bem cada um dos 120 degraus.

Uma simpática cama para dormir ao ar livre.

O pacote de experiências inclui também caminhadas pelo deserto, escalada, canyoning ou visitas aos tais famosos e belos slotted canyons. Por perto encontra-se também um lago onde é possível andar de kayak, fazer stand-up paddle ou até passear de barco.

Carregue na galeria para ver mais imagens deste super resort em pleno deserto nos EUA.

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