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O incrível (mas mortal) lago vermelho da Tanzânia que parece um museu de cadáveres

Parecido com uma piscina de sangue, tudo neste spot faz lembrar um filme de terror. Assustador, sim, mas igualmente fascinante.
Um dos cenários.

Todos nós (ou a maioria) conhecemos a lenda da Medusa e do seu olhar mortal que transforma os homens em pedra. Mas apostamos que não sabia que existe um lago que faz exatamente isso. É verdade. Há uma maravilha natural única em África, no norte da Tanzânia, que transforma a vida selvagem em pedra.

O Lago Natron, encontrado numa parte seca da região, é um spot altamente alcalino e um dos quatro mais conhecidos da região. O motivo? Não se assemelha a nenhum outro que já tenha ouvido falar ou sequer imaginado. Venenoso para a maioria dos animais, torna-se uma espécie de museu ao ar livre de cadáveres conservados. E o que torna o cenário ainda mais anormal é a sua cor, já que é frequente que as suas águas ganhem uma cor avermelhada.

Já deu para perceber que tudo neste spot faz lembrar um filme de terror: cadáveres no meio de um lago de sangue assustadoramente sereno. Arrepiante, não é? Ainda assim, não deixa de ser um local incrível para tirar algumas das fotografias mais impressionantes de sempre. Fantasmagóricas, sim, mas fascinantes.

Com apenas três metros de profundidade, mas 22 quilómetros de largura e mais de 50 de comprimento, é alimentado pelo rio Ewaso Ng’iro, no Quénia e é a proximidade com um vulcão ativo que o torna num belo e mortal lago vermelho. Perfeitamente posicionado, a sua visita pode ser incluída num safari dos parques do norte da Tanzânia. Se uns afirmam já lá ter tomado banho, outros dizem que a água alcalina tem um pH tão alto (10,5) que se torna altamente cáustica e pode causar queimaduras na pele e olhos daqueles que não estão adaptados a ela.

Envolto em mistério, não há dúvida que oferece cenários espetaculares e aparentemente irreais a todos os seus visitantes. Se é assim tão venenoso, como é que algumas espécies de peixes e invertebrados sobrevivem nas suas águas? E porque é que os flamingos escolheram o local para criar os seus ninhos? Mesmo que seja verdadeiramente remoto e escasso de população, até camelos podem ser encontrados aqui.

A NiTtravel podia expor factos científicos que explicam todos estes acontecimentos como, por exemplo, o crescimento de um tipo de algas responsáveis pelo tom alanjarado ou avermelhado, que pode até ser visto do espaço. Ou a razão pelo qual os flamingos não são afetados pelas bactérias que prejudicam e matam a maioria das outras aves.

A verdade é que a temperatura da água do lago pode atingir os 60 graus, mas não é por um motivo mítico de algum deus zangado e a borbulhar de raiva. E os pássaros e morcegos que morrem na água também não são imediatamente calcificados e transformados em versões mumificadas de si mesmos.

Em vez disso, preferimos manter a magia e deixar o suspense no ar, incentivando-o a que tire as suas próprias conclusões. Para isso, nada melhor do que viajar até lá. Garantimos que valerá a pena. Quem sabe se não poderá assistir a uma chuva fantasma tão frequente por lá.

Aproveite também para caminhar até ao cume do vulcão Ol Doinyo Lengai. O ponto mais alto fica a 3.188 metros acima do nível do mar e a chegada até lá pode demorar cerca de seis horas. É um verdadeiro desafio para qualquer caminhante ambicioso, a quem recomendamos que opte por fazê-lo à noite.

De pé na cratera de um metro de largura enquanto contempla a temível cratera que emite enxofre, esta é uma experiência totalmente hipnotizante. E as vistas enquanto o sol nascente ilumina a paisagem são absolutamente incríveis. Para uma melhor vivência, só nos falta mesmo sugerir que faça a viagem entre julho e início de outubro, já que nesta época consegue fugir às altas temperaturas que se sentem na região ao longo dos restantes meses.

De seguida, carregue na galeria para ver algumas imagens do belo (mas mortal) lago vermelho da Tanzânia.

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