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How i met the big bang friends

Hugo Rosa analisa o fenómeno das sitcoms americanas.

Quero começar por dizer que, apesar da crítica que despejo abaixo, eu sou um fã de sitcoms americanas. Comecei com “Seinfeld”, passei por “Friends”, deliciei-me com “How I Met Your Mother” e revejo-me nos “geeks” de “Big Bang Theory”. No entanto, não há como negar que estas séries, com a excepção talvez de “Seinfeld”, são essencialmente a mesma série.

As últimas três que mencionei são, discutivelmente, três das sitcoms de maior sucesso de todos os tempos. Uma lançou a carreira de Jennifer Aniston, outra mostrou o génio de Neil Patrick Harris e a última evidenciou Jim Parsons. Mas se olharmos com atenção, são todas iguais: um grupo de amigos inseparáveis que se enrolam todos uns com os outros. #badalhoquice

Notem bem em todas as semelhanças:— Há sempre um casal que é a história de amor central. (Rachel e Ross, Penny e Leonard, Ted e Robin).— Ao início são só amigos, apesar do claro clima amoroso, e na segunda temporada namoram.— Têm um personagem excêntrico usado para alívio cómico em cenas dramáticas (Joey, Sheldon e Barney).— Esse personagem cómico, nas últimas temporadas, mostra um lado mais humano.— Lá para o meio da série, o casal acaba, mas é notório que ainda se amam.

— No fim acabam juntos (por confirmar se será o caso do Leonard e Penny).

Eu gosto destas séries, mas quando paro para pensar na repetida fórmula que nos enfiam pela garganta abaixo, sinto-me insultado. E para tornar o insulto ainda maior, são séries de estúdio com gargalhadas de fundo, para nos informarem quando devemos rir. Eu sei que as gargalhadas são de um público que assistiu às gravações, mas esse público também tem um sinal luminoso para lhes dizer quando rir, caso haja dúvidas. No fundo, estes risos são como o orgasmo feminino, sabe-se perfeitamente distinguir quando são genuínos e quando são fabricados.

Sinto que esta fórmula de sitcom nunca morrerá. Antes do final desta década, certamente haverá outra semelhante e será também ela um sucesso. Não estou é convencido que tenha a paciência para a ver. Reparem bem na quantidade de séries de comédia com qualidade que quebra com a maioria das regras da típica sitcom: “Modern Family”, “Arrested Development”, “It’s Always Sunny in Philadelphia”, “Brooklyn Nine-Nine”, “The Office”, ou “Community”.

No fundo, o que quero é companhia para ver coisas novas. Conto contigo?

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